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Electric Mind em São Paulo

As minhas amigas da Electric Mind, Nyh, Kika, Marina, Giana e Gabi, tem uma das bandas mais foda dos últimos tempos. Pense em Team Dresch, Sleater Kinney, The Organ e Le Tigre como referências, mas por favor não saia rotulando de dyke rock ou “banda de mina” porque elas são bem mais que isso, ok?

No momento as moças estão gravando seu primeiro disco e é por isso que você não vai encontrar nada além de versões ao vivo no youtube e myspace. No entanto, quem estiver em São Paulo esse final de semana terá três diferentes oportunidades para conferir a performance da banda ao vivo, conforme explica o flyer acima.

Super recomendo, especialmente para os amigos paulistanos e paulistanos honorários (como eu) que quiserem me ver. Aproveito o momento pra anunciar que voltei pra essa cidade maluca que tanto amo e estarei nos três shows em questão.

Beijo me liga e enquanto isso vai ouvindo a banda aí e decorando as letras:

“Wallace tu bebe demais”

Mais vídeos aqui: Canal da Electric Mind no Youtube

Strange Love por Bat for Lashes para Gucci

Então agora toda grife de moda resolveu que fazer filmes para lançar perfumes é in. A Gucci é mais uma delas e nessa empreitada diz que Frida Giannini escolheu Natasha Khan, vulgo Bat for Lashes, para gravar um cover de Strange Love (música lançada em 87 pelo Depeche Mode) como trilha. De acordo com Frida, Lashes tem uma voz enfeitiçante e suas músicas são sombrias, mas fascinantes.

Ouve aí e vê se você concorda:

A página da Gucci no Facebook contém maiores explicações sobre outros famosos envolvidos no projeto, leia-se: Frank Miller, Evan Rachel Wood e Friendly Fires. E o vídeo:

Superchunk no Brasil!!!!!

E o que é melhor: de graça, na Virada Cultural. Já rolou um furdunço no twitter, mas se você ainda não sabia, conto agora que o Superchunk virá mais uma vez ao país e se apresenta dias 14 e 15 de maio em Mogi da Cruzes e Sorocaba.

Pra quem não conhece a banda (o que seria uma mancha num currículo indie!), ou pra quem já gosta e quer se aquecer pro show, deixo um vídeo deles tocando Crossed Wires, ao vivo, em NY. A música é uma das que eu mais gosto do último álbum, Majesty Shredding, que saiu ano passado e eu não parei de ouvir desde então:

“Don’t touch me, ’cause I’ve got crossed wires”

E aqui, num outro momento, o vídeo de Throwing Things que é daquela listinha de coisas que só aparecia no Lado B, e muito de vez em quando, na MTV, em meados dos 90:

Clipe lindo, música linda, letra linda e o show vai ser lindo também, não tenho a menor dúvida disso!

CK One com saúde

Quem se lembra das campanhas do perfume CK One da década de 90 talvez perceba alguma diferença delas para as fotos recém divulgadas dos novos anúncios. Lara Stone exibe medidas bem mais generosas do que o waif look imortalizado por Kate Moss nas imagens da marca duas décadas atrás.

Esses são screenshots do videozinho que pode ser conferido aqui: CK One Vogue.de

Eu uso o perfume desde que foi lançado e me chamou a atenção a mudança no perfil da “moçada” presente. O cast parece mais saudável, bem alimentado. Comparem com o anúncio de 1995, no auge do heroin-chic:

Sinal dos tempos? Tomara que sim!

Miragens

Primeiro passeio da série “fevereiro em SP sem dinheiro”: Miragens, no Instituto Tomie Ohtake. Fui de desavisada, passear no Tomie porque uma amiga trabalha lá e é muito perto de onde estou hospedada. Valeu bem mais que o abraço na amiga e nem a chuva na saída me desanimou.

É uma compilação de trabalhos de artistas, de várias partes do mundo, onde a temática islâmica é abordada de alguma forma. A exposição é parte de uma outra mostra paralela no CCBB SP: Islã – Arte e Civilização, que, segundo soube, não coube inteira lá.

A data para minha visita à expo não poderia ter sido mais adequada, embora nada intencional: o dia da renúncia de Mubarak. As obras são recheadas de críticas, algumas muito bem humoradas, mas também tentam desconstruir ideias pré-concebidas que os ocidentais tendem a ter do islã.

Adoro essa aqui de Laila Shawa:

Terrorista-Fashionista, ham, ham?

Toda edição da São Paulo Fashion Week acontece a mesma coisa. Reinaldo Lourenço desfila sua coleção cedo, por volta de 11h, no segundo ou terceiro dia de desfiles, no salão cedido pela FAAP, longe da Bienal. É um pra lá e pra cá de jornalistas, fotógrafos e curiosos de resultado previsível: todos saem maravilhados com o trabalho do estilista. Toda edição da SPFW eu fico me perguntando se as pessoas viram a mesma coleção que eu.

Não é que o trabalho de Reinaldo seja ruim, muito pelo contrário, poucas pessoas na moda têm semelhante capricho e precisão nas suas criações. Mas eu, enquanto amante da novidade, mesmo que seja baseada num modelo já existente (como fazem Reinaldo Fraga e Alexandre Herchcovitch, por exemplo), sempre fico sem entender o que de tão genial o povo percebe no trabalho de Lourenço. O que eu percebo é que entre uma cartela de pretos, brancos e vermelhos, em modelagem quadradona, sempre aparece um bordado, uma aplicação ou um tecido de textura diferenciada, bonito, de bom gosto, mas totalmente previsível.

Daí vem jornalista encontrar um sem fim de referências ali, dizendo que sentiu um “perfume” (por favor, parem de usar essa palavra nesse contexto!) de Helmut Lang, Celine, Balenciaga… Ou falam do tempo que levou para finalizar os tais bordados. Como se fazer uma coleção que remete a uma grife estrangeira ou ter peças que levaram uma semana para serem confeccionadas fosse premissa de genialidade na criação em moda.

É uma roupa pra ser vista de perto, sem dúvida, como mostram os tão comentados bordados e o trabalho em couro:

Mas o que eu vejo é mais do mesmo, bem feito, mas sem surpresas.

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