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Archive for the ‘recomendo’ Category

Electric Mind em São Paulo

As minhas amigas da Electric Mind, Nyh, Kika, Marina, Giana e Gabi, tem uma das bandas mais foda dos últimos tempos. Pense em Team Dresch, Sleater Kinney, The Organ e Le Tigre como referências, mas por favor não saia rotulando de dyke rock ou “banda de mina” porque elas são bem mais que isso, ok?

No momento as moças estão gravando seu primeiro disco e é por isso que você não vai encontrar nada além de versões ao vivo no youtube e myspace. No entanto, quem estiver em São Paulo esse final de semana terá três diferentes oportunidades para conferir a performance da banda ao vivo, conforme explica o flyer acima.

Super recomendo, especialmente para os amigos paulistanos e paulistanos honorários (como eu) que quiserem me ver. Aproveito o momento pra anunciar que voltei pra essa cidade maluca que tanto amo e estarei nos três shows em questão.

Beijo me liga e enquanto isso vai ouvindo a banda aí e decorando as letras:

“Wallace tu bebe demais”

Mais vídeos aqui: Canal da Electric Mind no Youtube

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E o que é melhor: de graça, na Virada Cultural. Já rolou um furdunço no twitter, mas se você ainda não sabia, conto agora que o Superchunk virá mais uma vez ao país e se apresenta dias 14 e 15 de maio em Mogi da Cruzes e Sorocaba.

Pra quem não conhece a banda (o que seria uma mancha num currículo indie!), ou pra quem já gosta e quer se aquecer pro show, deixo um vídeo deles tocando Crossed Wires, ao vivo, em NY. A música é uma das que eu mais gosto do último álbum, Majesty Shredding, que saiu ano passado e eu não parei de ouvir desde então:

“Don’t touch me, ‘cause I’ve got crossed wires”

E aqui, num outro momento, o vídeo de Throwing Things que é daquela listinha de coisas que só aparecia no Lado B, e muito de vez em quando, na MTV, em meados dos 90:

Clipe lindo, música linda, letra linda e o show vai ser lindo também, não tenho a menor dúvida disso!

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Miragens

Primeiro passeio da série “fevereiro em SP sem dinheiro”: Miragens, no Instituto Tomie Ohtake. Fui de desavisada, passear no Tomie porque uma amiga trabalha lá e é muito perto de onde estou hospedada. Valeu bem mais que o abraço na amiga e nem a chuva na saída me desanimou.

É uma compilação de trabalhos de artistas, de várias partes do mundo, onde a temática islâmica é abordada de alguma forma. A exposição é parte de uma outra mostra paralela no CCBB SP: Islã – Arte e Civilização, que, segundo soube, não coube inteira lá.

A data para minha visita à expo não poderia ter sido mais adequada, embora nada intencional: o dia da renúncia de Mubarak. As obras são recheadas de críticas, algumas muito bem humoradas, mas também tentam desconstruir ideias pré-concebidas que os ocidentais tendem a ter do islã.

Adoro essa aqui de Laila Shawa:

Terrorista-Fashionista, ham, ham?

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O filme nem estreiou ainda no Brasil mas não aguentei esperar pra ver no cinema e baixei pra ver em casa no monitor de 17′ mesmo. Talvez dia 04 de fevereiro eu vá ao cinema para novamente ver Natalie Portman se equilibrar com a sapatilha de ponta, porque Cisne Negro merece ser assistido na telona.

Se você leu alguma coisa sobre o filme já deve saber da famosa cena entre Natalie e Mila Kunis (é, a Jackie de That 70’s Show). Tenho certeza que teve muita gente indo ao cinema só por esses míseros dois minutos da trama, pois segundo a própria Portman:

“Everyone was so worried about who was going to want to see this movie. I remember them being like, ‘How do you get guys to a ballet movie? How do you get girls to a thriller? The answer is a lesbian scene. Everyone wants to see that.”

Uma lástima reduzir a própria interpretação a um truque comercial tão bobo! Mas polêmicas a parte, eu não esperava nada diferente de Natalie além de ser bonita e atuar bem. Suponho que a cláusula “bom senso” e engajamento no movimento queer não conste no contrato de nenhum filme, aliás, é bem possível que em alguns casos sugira exatamente o contrário…

E se o assunto é boa atuação não se pode falar outra coisa que não seja o quanto ela mereceu o Globo de Ouro e merece sim concorrer (e quem sabe levar) o Oscar de melhor atriz. Apesar da curta participação adorei as aparições de Winona Ryder como bailarina veterana perturbada e Mila Kunis também agrada enquanto rival, representante do lado negro. Inclusive o site da Vogue UK publicou uma entrevista onde ela fala sobre o lado obscuro do balé: Black Swan

Passagens curtas, mas muito simbólicas do filme deixam isso muito claro, não só pela confusão mental da personagem principal, mas também nas pequenas menções aos transtornos alimentares (tão frequentes nesse meio e tão pouco abordados) e a busca incansável pela perfeição. Interessante é o que diz Thomas, vivido por Vicent Cassel, instrutor da escola de balé: “perfection is more than just getting every movement right; you have to let go“.

Outro tópico importante é como o diretor, Darren Aranofsky lida com a questão da infantilidade desse universo. Desde a relação de Nina com a mãe, passando pela decoração do apartamento, do quarto especialmente, até as atitudes das personagens como um todo, demonstram que o universo da bailarina é baseado numa conexão com a infância. Em parte por seus corpos que precisam demonstrar a leveza do corpo de uma criança, em parte porque crescer representaria o fim de uma carreira que é muito curta. E ao mesmo tempo é exigido da bailarina que seus movimentos sejam sedutores, que o corpo de menina dance como uma mulher. É bem semelhante ao que acontece na moda com as modelos.

O próprio figurino de Black Swan é a prova da presença do balé na moda e a moda no balé. As roupas são criação da Rodarte, embora nos créditos apareça apenas o nome de Amy Scott, como comenta a Vogue: Creditworth.

Nenhuma surpresa, portanto, que tutus, sapatilhas e rendas estejam se apresentando como tendência ultimamente. A Vogue Russa escolheu o assunto como tema de um editorial de moda, fotografado por Jason Schmidt, que encontrei no blog da Lidy Araújo: Bailarina

Vamos esperar pra ver o que vem por aí na São Paulo Fashion Week, que começa amanhã, mas também aposto no romantismo do balé como tendencinha forte pra o próximo inverno.

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Abutres

Fui assistir Abutres (Carancho, no original) ontem, filme argentino sobre um advogado nada ortodoxo e seu conturbado relacionamento com uma paramédica. Um atraso causado por uma carona mal sucedida me custou o curta exibido antes da película e alguns minutos do começo, mas conclui que o timing foi perfeito. A parte chata foi convencer a atendente do Unibanco Arteplex a atrasar o relógio do computador pra me vender o ingresso, mas nada que um pouco de simpatia não tenha resolvido.

A história começa com a explicação de que na Argentina existe uma máfia que se beneficia das indenizações pagas às vítimas de acidentes de carro, ao desviar parte do dinheiro no processo (isso sem falar nos acidentes armados propositalmente). Sosa (Ricardo Darín) é um advogado especialista em acidentes de trânsito que trabalha para essa máfia um pouco a contra gosto, mas continua no esquema por pressão do chefe e colegas a base de muita chantagem. Luján (Martina Gusman) é uma paramédica com problemas para dormir, viciada em analgésicos. O casal se conhece num dos acidentes negociados pela “Fundação”, empresa de advocacia um tanto corrupta, onde ele trabalha.

Apesar do extenso currículo de fraudes e desvios, Sosa quer sair do escritório fraudulento e se aproxima de Luján com a famosa conversa de “vou mudar”. Dá para imaginar os conflitos possíveis, já que os demais envolvidos no processo não ficam nem um pouco satisfeitos com a crise de consciência do colega.

Algumas coisas são um pouco previsíveis, mas os textos são bons e a direção de Pablo Trapero convence bem. Tem uma câmera trêmula em alguns momentos que não curti, mas não chega a prejudicar. E se teve quem gostou de Irreversível, com certeza haverão os defensores do enquadramento “bêbada com salto quebrado voltando pra casa de manhã”.

No entanto, várias pessoas saíram no meio do filme e isso eu realmente não entendi. Talvez fosse um público caído de paraquedas que esperava um super suspense, uma fotografia menos escura, uma história menos trágica… Achei tudo na medida. É realmente pouco recomendado pra quem vai ao cinema na expectativa de romance com a companhia na poltrona ao lado, mas uma excelente pedida pra assistir com amig@s ou familiares*.

*aliás, meu muito obrigada pra Leca que chegou na hora e me contou a parte do começo que eu perdi!

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Quem ainda não sabe que eu adoro o Woody Allen lê esse blog há pouco tempo, ou nunca prestou muita atenção nas minhas menções ao velhote maluco mais afudê do cinema. Imagino que pra alguns gostar dele como diretor soa tão bobo quanto ter Beatles como banda favorita. Nem tô, não gosto dos 4 de Liverpool, então cada um com suas obviedades. Seja como for, esse post é sobre o livro que dá nome ao título: Fora de órbita.

O livro não é novo, foi lançado em 2007, mas eu ganhei de Natal e comecei a ler essa semana como gratificação pessoal depois de ter passado dois anos lendo artigos e livros exclusivamente sobre gênero (assunto que me interessa muito, do contrário não faria mestrado nisso, mas desopilar é bom). Confesso que sou uma fã bem meia boca e nunca tinha lido nada dele antes, apenas apreciava a produção cinematográfica. Mas os ensaios mantém a veia humorística de Woody, que embora às vezes ele renegue, é a parte mais conhecida de seu trabalho. Alguns textos já tinham sido publicados na revista The New Yorker, mas como no Brasil suponho que quase ninguém tenha acesso, dá pra dizer que são inéditos por aqui.

Entre meus favoritos, destaco o terceiro ensaio: “Quero uma roupa que não fede nem cheira”. O texto ironiza as invenções tecnológicas no design têxtil, além de sugerir que a indústria em questão carece de ética e excede em arrogância. Quem trabalha no meio sabe que na maioria das vezes é bem por aí mesmo…

E falando em Allen, achei esse texto do Richard Miskolci, professor do núcleo de gênero da UFSCar (vê que tento desopilar da temática, mas não vai muito além), sobre o último filme de Woody “Você conhecerá o homem dos seus sonhos”: Para Woody Allen os homens são mais pesadelos do que sonhos. Não tinha pensado por esse viés, mas agora faz todo o sentido eu ter gostado do filme mesmo não sendo um dos melhores trabalhos dele.

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Copiando o post do blog da banda e convidando por aqui também:

“Estou aniversariando nesse mês e vai rolar comemoração com a banda e amigos no próximo dia 14, no Dr. Jekyll. Entre outras coisas legais, a Patricia Morini estará expondo seus desenhos e ilustrações. Gostaria de convidar vocês para comparecer lá. Segue o serviço da festcheeenha:

A red so deep + Prozak
14 de abril, quarta-feira
Dr. Jekyll – Travessa do Carmo, 76
22h

Ingressos R$10 na lista: aredsodeep@gmail.com

*arte: Haydee Uekubo”

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