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Archive for the ‘turismo’ Category

Miragens

Primeiro passeio da série “fevereiro em SP sem dinheiro”: Miragens, no Instituto Tomie Ohtake. Fui de desavisada, passear no Tomie porque uma amiga trabalha lá e é muito perto de onde estou hospedada. Valeu bem mais que o abraço na amiga e nem a chuva na saída me desanimou.

É uma compilação de trabalhos de artistas, de várias partes do mundo, onde a temática islâmica é abordada de alguma forma. A exposição é parte de uma outra mostra paralela no CCBB SP: Islã – Arte e Civilização, que, segundo soube, não coube inteira lá.

A data para minha visita à expo não poderia ter sido mais adequada, embora nada intencional: o dia da renúncia de Mubarak. As obras são recheadas de críticas, algumas muito bem humoradas, mas também tentam desconstruir ideias pré-concebidas que os ocidentais tendem a ter do islã.

Adoro essa aqui de Laila Shawa:

Terrorista-Fashionista, ham, ham?

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Vim passar o Carnaval na cidade maravilhosa, mas aqui vocês não verão fotos da Sapucaí ou dos bloquinhos de rua. Minha intenção é aproveitar a cidade, que conheço pouco, embora já tenha estado aqui umas três vezes no mínimo.

Na foto acima a vista da Lagoa Rodrigo de Freitas, ontem à tarde. A lua, inacreditável, permitia que até o fotógrafo mais canalha e com a câmera de celular mais porcaria (no caso, eu) conseguisse fazer uma fotos memoráveis:

Ontem à noite fui beber na Lapa e no dia anterior tinha ido à praia, no Recreio (o ponto de encontro da farofada, não recomendo) e não tenho muitas imagens porque não sou o tipo de turista que tem muita paciência pra registrar tudo que vê.

Mas TIVE que fotografar esse MANÉ de long, num calor de uns 40+ e prancha em mãos posando pra foto com as crianças:

Reparem no mar, não DAVA pra surfar ali, atravessava os banhistas. Ou seja, péssima ideia.

Na volta ainda tivemos que desviar do túnel que vai de Copacabana pra Botafogo porque, dizem, estava tendo arrastão. Não tentamos arriscar pra ver se era isso mesmo. Até o momento foi a única demonstração mais visível de que existem favelas e criminalidade por aqui. Foda perceber como é fácil vir pra cá e viver apenas o “mundo de Manoel Carlos”, como diz minha chefe…

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Quarta-feira de madrugada sai de Porto Alegre em direção à Rio Grande para participar de um Seminário na FURG. Como os hotéis em Rio Grande aparentemente desconhecem a inet e não possuem página na rede, temi acabar num muquifo qualquer e optei por me hospedar na praia do Cassino, onde o simpático e confortável Lira Apart Hotel me recebeu muito aconchegantemente.

Já na chegada, uma roubadinha ocasional. O frio que fazia e a noite ainda presente, às 6:15 da manhã, me fizeram esperar na rodoviária até amanhecer. As ruas de Rio Grande são curiosamente escuras e desertas, e eu não estava no mood pra um assalto ou coisa pior. Se bem que no frio que fazia o sujeito tinha que ser muito guerreiro e muito disposto ao crime, pra tentar roubar alguém. Mas, por volta das 7h, cheguei finalmente ao ponto do ônibus que vai para Cassino e sacolejei por quase uma hora até a avenida principal do balneário em questão. Lá, por módicos 5 reais peguei um táxi caindo de velho que me deixou no hotel.

Descansei e fui pra FURG, um lugar estranho, descampado, com prédios looooooooooonge uns dos outros e um único Centro de Convivência no centro do tal Campus. Ou seja, cada um dos trabalhos que iamos assistir tinha que pegar um ônibuzinho da universidade, que passa tipo de hora em hora e faz o roteiro dos predios no Campus (várias vezes desistimos de esperar e fomos a pé mesmo). O Seminário foi bem interessante, mas não é o assunto deste post.

O que mais me chamou a atenção nesses dois dias de Cassino, foi o famoso Cassino Hotel, que dá nome ao livro de Andre Takeda. Não me recordo direito, mas acho que tem um quê de verídico na história e achei engraçado passar na frente do hotel em questão. Estava sem o ipod na hora, porque pra completar o clima só faltava tocar Grown ups, da Superphones, música e letra de Marcelo Kalil, criada a pedido de Takeda para o lançamento do livro.

Resumindo: indo à Cassino não deixe de visitar o Cassino Hotel. Mas se agasalhe, se for entre maio e setembro, pq faz muito frio!

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De volta à Fergoland!

Queridos amigos e/ou leitores, perdoem minha ausência nos últimos 15 dias. Uma vergonha ficar tanto tempo longe do Fergoland, mas as imagens abaixo explicarão meus motivos:

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Florianópolis continua a mesma, com todas as suas peculiaridades lusitanas tão características, a exemplo do bilhete de ônibus de turista que não vende em finais de semana e feriados. Afinal QUEM teria a idéia de viajar pra lá na Páscoa?

Fora o vento e a ressaca que invabilizaram os dois primeiros dias de praia, o passeio foi bacana e bem divertido. O coelhinho me trouxe muitos chocolates que ainda não dei fim, pra infelicidade da minha acne. O Hotel Lunes levou o primeiro prêmio no concurso do Mais Lindo Coelho Feio, pela decoração do salão de café da manhã.

Então quando eu achei que ia voltar e comentar sobre esta pequena viagem à capital catarinense, Laila e eu, acompanhadas inicialmente de meu amigo, Fabão, organizamos uma ida breve à serra gaúcha. Comemorar aniversário em hotel, longe das pessoas é estranho, mas é mais uma coisa que eu já posso dizer que fiz:

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Feriados e viagens diversas a parte, muita coisa aconteceu e nem assisti ainda o último capítulo de Gossip Girl, ai, que lástima! Mas até semana que vem me atualizo em tudo.

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No caminho para o Goiânia Noise, estive de passagem por Brasília, ou como o Cabeção da Malhação certa vez disse: Brasila. Eu não conhecia a cidade e voltei encantada.

Pra começar todo e qualquer comentário sobre a cidade é preciso entender que no Planalto é plano (pleonasmo mode on, diria Sandy: “o que é imortal, não morre no final”), sendo assim, os prédios não tapam a visão da cidade, e mais importante, nem do céu, como em São Paulo, por exemplo. Não darei muitas explicações sobre o azul e as nuvens, as fotos falam por si:

Segundo, que qualquer coisa projetada pelo Niemeyer tem grande probabilidade de ser fantástica. Então, exceto pelo fato de ser tudo pintado de branco e refletir demasiadamente o sol que castiga a cabeça do vivente em Brasília, a arquitetura é basicamente um deleite para os olhos. Mas até aí grande novidade, qualquer um que tenha ouvido falar de Brasília alguma vez na vida, sabe de tudo isso.

Passei a entender também porque os ufólogos dão uma pirada no Cerrado, percebam o naipe dos apóstolos na frente da catedral, que coisa mais alienígena (em especial a mãozinha do São joão, meio Spock):

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Infelizmente não tiramos foto no Congresso, segundo a Laila aquele treco assim – fazendo o movimento com as mãos: “côncavo”, “convexo”, nem na “ramps” do Planalto, mas passamos por todos esses lugares e fomos até a residência do presidente observar as emas, as carpas e os soldadinhos armados, que não nos deixariam entrar pra dar um alô pro Lula.

Tive uma guia e anfitriã super gente boa, a Ana Paula, uma matogrossense muito simpática, residente em Bsb há 6 anos, que nos carreteou pra lá e pra cá, pra mostrar a cidade. Descobrimos cantinhos interessantes como o Pontão, onde por um precinho módico, pudemos tomar um açaí, comer um sabororo sanduíche de ciabatta e um suco geladinho e refrescante. Além da Ana, outro detalhe foi fundamental no sucesso desse passeio: o seu carro. Então, registro aqui meus agradecimentos o Fiat Estilo prata, que se não fosse por ele não teríamos visitado um terço da cidade. Esse pra mim é o maior defeito de Brasília: não se pode andar a pé, tudo é assustadoramente longe.

Falando sobre distâncias, ficamos hospedadas em Águas Claras, um bairro/cidade próxima (de carro, obviamente) e descobrimos que com pressa, pé no acelerador e um motorista que se garanta, obviamente, em 20 minutos se chega ao centro da cidade. Então, após essa quase F1 urbana, fomos ao Blue Tree, o mesmo lugar daquela fatídica entrevista do Sérgio Hondjakoff, o Cabeção (ver link acima), para assistir o show dos americanos do Black Lips. O show foi um escândalo rock n’ roll, escrevi sobre isso pro Repique: Vocalista do Black Lips passa mal e prossegue show (na verdade é guitarrista, but anyway…)

No dia seguinte, após uma merecida noite de sono, tomamos um café reforçado oferecido por nossa anfitriã e seguimos para Goiânia de ônibus. Uma aventura que durou 3 dias e rendeu várias entrevistas, mas conto isso no próximo post.

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Já que outro dia eu mencionei os shows que eu não abrilhantaria com a minha ilustre presença neste final de ano e depois postei sobre os shows que ninguém verá em território nacional, acho um bom momento pra comentar as coisas que quero ver e verei:

R.E.M. (em Porto Alegre e São Paulo)
Não que eu seja a pessoa mais alucinada pelo Michael Stipe e sua trupe pra me deslocar até outro estado para vê-los (mesmo porque eu já os assisti em 2001, no Rio), mas considerando que estarei na minha terra natal tratando de compromissos pessoais, justamente na data, achei que era uma boa oportunidade. Depois, dia 10, vejo aqui, novamente, num patrocínio de Ogilvy e Laila Castro.

Offspring (Porto Alegre)
Esse ainda estou ponderando, mas se no calor do momento der vontade, acho que até vou. Eu gostava deles até o Ixnay on the hombre, e com todos meus 17 anos, ouvir Dexter Holland era pura rebeldia!

Helmet (Goiânia)
Já que quando eles tocaram na BEIRA DA PRAIA EM CAPÃO DA CANOA, naquele estranho festival organizado pela M2000* (um tênis que todo sujeito de mais de 25 anos deve ter usado quando era mais jovem), o M2000 Summer Concerts, em 1994, eu tinha 13 anos e mal sabia o que era o rock (mentira, eu gostava de Nirvana e Aerosmith, mas isso é um mero detalhe). Então faço as malas e me mando pra lá para vê-los ao vivo. Vai valer um final de semana entre Goiânia e Brasília e ainda ganho de lambuja todas as outras atrações do Goiânia Noise, um festival que vale a pena conhecer!

*estranho na versão que chegou ao RS, quem conhece as praias do litoral de lá vai entender o quanto pode ser bizarro um bando de tiozão de SUNGA, cadeira de praia e chimarrão em mãos pra ver o Helmet tocar

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Fergoland in Buenos Aires

Sumi por alguns dias, digo semanas, mas foi por um bom motivo. Fergoland desembarcou em Porto Alegre no começo do mês e aproveitou a proximidade para dar um pulinho na nossa vizinha Argentina. As fotos ficaram uma droga, mas esta acima se salvou para registrar o momento. Minhas constatações sobre Buenos Aires:

– Vegetariano é um conceito que não chegou por lá e provavelmente nem irá. As pessoas não apenas só comem carne, como colocam presunto e frango em tudo que for possível. As poucas opções menos homem das cavernas incluem inevitavelmente muita cenoura cozida e ovo e não são boas, além de caras. A seção de legumes e verduras do mercado dá um pânico não só pelos preços, mas pelo estado dos alimentos. Desespero pra quem não come quase nenhum bicho, como eu. Voltei mais magrinha e mais mal humorada. Já na rodoviária, na hora de vir embora descolei uma pizza de muzzarela que deu pra quebrar um galho, mas aquela altura eu só queria um pratinho de arroz e feijão!

– A moda em Buenos Aires, pelo menos nas ruas e lojas, é uma mistura quase inocente de emo, rockabilly e new rave. Falando assim parecem referências meio absurdas de se mesclarem, mas junta um moleton flúor daqui, uma calça justa dali, suspensórios talvez, cerejas, xadrezinho miúdo e o cabelo tipo chitão despenteado e quase sempre sujo e dá pra ter uma prévia do que seria isto.

– Me surpreendi com o público no show do Conor Oberst, no La Trastienda. As pessoas realmente sabiam as letras e estavam curtindo horrores o show. Mas as duas bandas locais que tocaram antes dele também foram super bem recebidas. Não sendo bandas americanas ou britânicas, toda a música consumida lá é cantada em espanhol. Comento sobre o show do Conor num post separado em seguida.

– Os ônibus, táxis e metrôs são uns cacos de tão velhos, mas com uma passagem a 0,90 centavos ninguém se importa muito com isso. Mesmo porque é velho, mas funciona. Me disseram que no verão o metrô vira uma sauna grátis e coletiva, não faço questão de constatar se é verdade…

– As pessoas são absurdamente lindas, mesmo com o cabelo chitão moderno. No entanto não espere que nosso “charme tropical e brasileiro” vá fazer algum efeito, se for como eu que mal falo espanhol, nem tente se aproximar.

– Ao contrários dos salgados, os doces realmente valem a pena. Desde o tradicional doce de leite, passando pelos alfajores e media lunas. Foi só o que consegui comprar no mercado pra trazer de lembrança.

– A arquitetura da cidade é realmente bonita, como algum tio, amigo, ou conhecido seu que já visitou a cidade deve ter lhe contado. As ruas são planas, o que permite longas caminhadas. Gastei meus pés rodando meio sem rumo.

No final das contas descobri que como turista sou uma boa compradora. Não consegui fazer nem metade dos passeios que queria e voltei irritada, mais com a minha incapacidade em bolar roteiros interessantes do que com qualquer outra coisa. Pretendo voltar à cidade numa outra oportunidade, com mais dinheiro e tempo e um estoque de arroz e feijão na bagagem, ehehe!

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