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Archive for the ‘escrevi’ Category

Cranberries em Porto Alegre

Eu ia escrever três reviews do show, uma pro MM Conteúdo, outra pro site da Revista Void e uma aqui pro blog, mas depois de duas me dei por satisfeita. Então quer quiser saber como foi a apresentação dos irlandeses do Cranberries, essa semana em Porto Alegre, pode acessar os links abaixo:

Apesar do calor, Cranberries coloca todo mundo pra dançar – Void

Cranberries faz Porto Alegre ferver com show empolgante – MM Conteúdo

*Meu amigoCoiote gentilmente me avisou de um errinho no post da MM, arrumei e mudou o link, se clicar e não abrir é porque é o velho.

Foto: Gabriela MO

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Suponho que a grande maioria das pessoas que lê esse blog, tão raramente atualizado nesses últimos meses, já deve saber que faço mestrado em psicologia na PUCRS, com uma pesquisa fundamentada a partir do padrão de beleza imposto pela indústria da moda. Mas mesmo antes de direcionar minha vida acadêmica para esse rumo, esse assunto já me incomodava, enquanto formada, pós-graduada, meio jornalista da área e apreciadora de moda que sou. Assim, eu não poderia deixar de comentar a polêmica criada (abordada, na verdade, porque não foi criada agora, existe no mínimo há uns 20 anos) durante a SPFW sobre as magreza extrema das modelos.

Escrevi um post pro MM Conteúdo
, após ler os dois artigos publicados na Folha de São Paulo e reproduzo-os aqui, porque só estão disponíveis para assinante Folha ou Uol. Para completar minha colega de MM, Daniela Santarosa, publicou hoje no site um outro texto, a partir da discussão que tivemos ontem na redação. É pra pensar a respeito…

Moda tem que parar de sacrificar modelos

ALCINO LEITE NETO
EDITOR DE MODA
VIVIAN WHITEMAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Chegou a um nível irresponsável e escandaloso a magreza das modelos nas semanas brasileiras de moda. As garotas, muitas delas recém-chegadas à adolescência, exibem verdadeiros gravetos como pernas e, no lugar dos braços, carregam espécies de varetas desconjuntadas. De tão desencarnadas e enfraquecidas, algumas chegam a se locomover com dificuldade quando têm que erguer na passarela os sapatos pesados de certas coleções.

Usualmente consideradas arquétipos de beleza, essas modelos já estão se acercando de um estado físico limítrofe, em que a feiura mal se distingue da doença.
Essa situação tem o conluio de todo o meio da moda, que faz vista grossa da situação, mesmo sabendo das crueldades que são impostas às meninas e das torturas que elas infligem a si mesmas para permanecerem desta maneira: um amontoado de ossos, com cabelos lisos e olhos azuis.

Uma rede de hipocrisia se espalhou há anos na moda, girando viciosamente, sem parar: os agentes de modelos dizem que os estilistas preferem as moças mais magras, ao passo que os estilistas justificam que as agências só dispõem de meninas esqueléticas. Em uníssono, afirmam que eles estão apenas seguindo os parâmetros de beleza determinados pelo “mercado” internacional -indo todos se deitar, aliviados e sem culpa, com os dividendos debaixo do travesseiro.

Alguns, mais sinceros, dizem que não querem “gordas”, com isso se referindo àquelas que vestem nº 36. Outros explicitam ainda mais claramente o que pensam dessas modelos: afirmam que elas não passam de “cabides de roupas”. Enquanto isso, as garotas emagrecem mais um pouco, mais ainda, submetidas também a uma pressão psicológica descomunal para manterem, em pleno desenvolvimento juvenil, as características de um cabide.

Um emaranhado de ignorâncias, covardias e mentiras vai sendo, assim, tecido pelo meio da moda, inclusive pelos estilistas mais esclarecidos, que não pesam as consequências do drama (alheio) no momento em que exibem, narcisicamente, suas criações nas passarelas. Para uma semana de moda, que postula um lugar forte na sociedade brasileira, é um disparate e uma afronta que ela exiba a decrepitude física como modelo a milhões de adolescentes do país.

Para a moda como um todo, que vive do sonho de embelezar a existência, a forma como os agentes e os estilistas lidam com essas moças é não apenas cruel, mas uma blasfêmia. Eles, de fato, não estão afirmando a grandeza da vida, mas propagando a fraqueza e a moléstia. O filósofo italiano Giorgio Agamben escreveu que as modelos são “as vítimas sacrificiais de um deus sem rosto”. É hora de interromper esse ritual sinistro. É hora de parar com essas mistificações da moda, que prega futuros ecológicos, convivências fraternais e fantasias de glamour, enquanto exibe nas passarelas verdadeiros flagelos humanos.

Hipermagreza domina passarelas da SPFW

Modelos muito esquálidas levam grifes

FERNANDA MENA
DA REPORTAGEM LOCAL
NINA LEMOS
COLUNISTA DA FOLHA

“Gente, o que é isso, essa menina está doente?” A frase, de um fashionista sentado na primeira fila de um desfile da SPFW, ilustra um espanto recorrente na atual edição do evento: as modelos estão mais magras do que nunca. Prova disso é que estilistas estão tendo dificuldades em montar seus “castings”, fazem ajustes de última hora e escolhem peças estratégicas que escondam os ossos saltados das modelos.

Na SPFW da magreza radical brilham modelos na faixa dos 18 anos, que têm índice de massa corporal, calculado pela Folha, igual ao de crianças de 9 anos. No mundo dos adultos, a Organização Mundial da Saúde chama esse índice de “magreza severa”.

A explicação vem da top Aline Weber, 21, que mora em Nova York e participou do filme “Direito de Amar”, de Tom Ford. “Três coleções atrás, no auge do pânico antianorexia, as pessoas pesavam as modelos no backstage para ver se elas estavam saudáveis. Agora, a poeira baixou. Se você engorda um pouco, todo mundo está ali pra te julgar. Se você emagrece, falam que você está linda.” Aline diz conhecer muitas meninas bulímicas e anoréxicas fora do Brasil. “As russas são as piores”, conta.

O stylist David Pollak identifica o padrão supermagro europeu como uma das causas da onda que atinge a atual edição da SPFW. “Muitas meninas estão trabalhando fora e por isso estão supermagras. Estão dentro do padrão de Paris, que é esquelético.”

A magreza radical fez com que ele tivesse dificuldades na hora de montar o “casting” da Cavalera. “A marca tem uma imagem mais adolescente, saudável. Por isso, peguei meninas que não são badaladas [leia-se, as que ainda não têm carreira internacional]. Outros stylists tiveram de fazer o improvável: dispensar meninas de suas seleções porque elas estavam magras demais.
A onda tem feito eles inverterem uma antiga lógica da moda: ao invés de avaliarem roupas ideais para esconder, por exemplo, um quadril mais largo, têm de descobrir os looks que vão ocultar um corpo esquálido. “As meninas muito magras causam problemas. Seus ossos apontam num vestido de seda mais fluido. Ou seus corpos, muito estreitos, deixam a proporção toda estranha”, avalia o stylist Maurício Ianês.

Muito café

O estilista Reinaldo Lourenço não só percebe a hipermagreza das modelos desta temporada como também conta que teve que fazer hora extra por conta do fenômeno. “Tive que fazer vários ajustes de última hora em roupas que ficaram largas nas meninas, o que me deu o maior trabalho”, diz. Segundo ele, isso acontece porque a atual safra de modelos é “muito jovem”.
Nos camarins, longe da mesa de salgadinhos e quitutes -relegada aos jornalistas-, modelos desfilam com copos de café. “Identifico as mais magras como a turma do cafezinho, já que elas passam o dia todo tomando café para não comer e ficarem ligadas”, diz Pollak. Em entrevistas, elas escondem o peso e as medidas. “Não sei quanto peso. Nunca subo na balança”, disfarça uma delas.

Cristina Theiss, 18, jovem aposta da Ford Models, teoriza: “Para fazer passarela de inverno, precisa ser mais magrinha mesmo, porque as roupas são volumosas, enchem demais”. Para agências de modelos, o assunto ainda é tabu. Ou foi deixado de lado. “Magreza? Anorexia? Mas que assunto antigo, datado!”, diz um agente, interrompendo a entrevista da Folha com uma modelo. Basta olhar para as passarelas para ver que não é.”

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rio

Pra não passar em brancas nuvens e também porque eu que escrevi estes posts todos: Cobertura do Fashion Rio para Mauren Motta

Viram? Eu trabalhei a semana toda, é por isso que não entrou post novo aqui e é por isso também que eu estou esgotada, com dor nas costas à Eneida e mereço um bom feriado de Corpus Christi amanhã. Preparei um tapete de flores aqui em casa… Tá, SABE que não, mas o Massacote ia gostar.

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acessoriossenai

Saiu hoje as minhas duas matérias sobre as tendências de inverno do Fashion Rio que fiz pro Portal de Design do SENAI. Uma sobre as roupas e outra sobre acessórios. Confiram lá e fiquem por dentro do que foi destaque nas passarelas cariocas.

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Foi pro ar no Portal de Design do Senai, meu texto sobre as tendências propostas pela Casa de Criadores, Inverno 2009, desfiladas semana passada: O inverno da Casa de Criadores

Ainda (jura?) os anos 80 + ombreiras, calça saruel e plásticos. Confiram!

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Meu texto sobre o terceiro dia da Casa de Criadores que saiu nas Patrícias:

O terceiro e último dia da Casa de Criadores, quarta-feira em São Paulo, iniciou com os desfiles do Projeto Ponto Zero, concurso promovido pela Abit com o intuito de descobrir novos talentos nas escolas de moda do país. Os selecionados Ivano de Paula, Talita Pinzan, Mariana Carbonell e Karin Feller mostraram suas propostas para o inverno 2009. Karin Feller, da Faculdade Santa Marcelina, venceu o concurso e carimbou o passaporte para integrar o line-up oficial da Casa a partir da próxima edição.

O estilista Gustavo Silvestre abandonou as instalações onde costuma mostrar suas criações e apresentou um desfile com looks muito trabalhados, revestidos de bordados e brilho. As peças têm cores que vão dos terrosos ao dourado, alegradas pelo vermelho dos bordados. O styling misturou leggings com vestidos curtíssimos e paletós e vestidos com botas até o joelho.

weidersilveiro

Weider Silveiro apostou no sportswear com uma coleção que alia o confortável ao chique, misturando looks com grandes paetês aos vestidinhos mais simples, mas não menos bonitos, em malha. O futebol americano e a cultura esportiva norte-americana, destacando as estrelas da bandeira e a águia, símbolo do país, estamparam as peças e criaram uma estrutura rígida nos ombros, que lembravam as camisas do jogadores de futebol.

walerio

A sensação da noite foi Walério Araújo, neste inverno inspirado pela Idade Média e pelo rock. O estilo ficou entre o fetiche e o carnavalesco, mas de muito bom gosto. As pérolas tradicionais do trabalho do estilista novamente se fizeram presentes, formando caveiras e ossos nas luvas e bolsas, além de adornar os vestidos de saias rodadas e volumosas. A novidade ficou por conta da alfaiataria masculina, criada a partir de bandeiras de bandas de rock, Iron Maiden, Nirvana, The Door e Marilyn Manson.

prints

Prints I like, por Luisa Aguiar, apresentou uma coleção bem leve e lúdica, inspirada no Meu Querido Poney. A ADD levou para a passarela uma moda masculina casual bem construída.

marianacarbonell

Agora um comentário bem particular e que não entrou no texto lá: os looks criados por Mariana Carbonell, como esse da foto acima, desfilado no Projeto Ponto Zero, mereciam o primeiro lugar, pois eram LINDOS e absurdamente bem acabados! Aliás, uma característica que eu noto sempre nos desfiles Casa de Criadores é que as costuras e acabamento das peças muitas vezes deixam a desejar. Nessa edição ficou ainda mais evidente, pois o cuidado com as peças apresentado pelos alunos de moda superou o de muito estilista veterano no line-up.

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gemeas

Na sequência do Projeto LAB, os desfiles do segundo dia seguiram com o desfile das irmãs Carolina e Isadora Krieger, da marca Gêmeas. Inspiradas no ballet russo e no filme Perdas e Danos, as roupas do inverno 2009 da marca trazem também uma das referências mais fortes do trabalho dessa dupla, os anos 80 e o começo dos 90. Casacos com ombreiras criaram looks com o justo das blusas e vestidos, inspirados nas malhas de ballet. O comprimento dos vestidos novamente é curtíssimo e as calças bem ajustadas ao corpo. Como contraste surgem as peças mais fluidas, em tecido de aspecto plastificado, criando vestidos e macacões. A coleção tem cartela bem escura, quebrada apenas pelo dourado e prata dos laminados.

dermetropol

Der Metropol, do estilista Mário Francisco, usou como ponto de partida para seu inverno 09, as letras da banda americana Alice in Chains, que constantemente explora temáticas entre o amor e a morte. As camisetas, dentro desse clima, vêm estampadas com rosas manchadas de tinta vermelha, ou com um coração ensanguentado. O estilo street-alfaiataria, que tem aparecido bastante na passarela do evento, também se faz presente aqui, em coletinhos, calças saruel e camisas, usados com agasalhos de moletom ou plush. Os debruns em vermelho dos agasalhos e calças, criam uma espécie de teia, dando um efeito interessante. Nas cores, preto, branco e cinza compõe a cartela básica.

diva

A Diva, de Andréa Ribeiro, trouxe modelos plastificadas como toalhas de mesa, enfeitadas por frufrus e acessórios de todo tipo, como folhagens e flores artificiais, tudo a partir da sua temática básica neste inverno: o kitsch. Os anos 50 agregam ar retrô aos looks, que em são basicamente vestidos de saia bem rodada e volumosa. A cartela de cores é viva e cria misturas divertidas de turquesa, pink, bordô e laranja. A cintura é bem marcada por um cintinho que cria um formato de ampulheta na silhueta. Os chapeuzinhos com laçarotes arrematam o styling bem humorado e bonito, bem no limite entre o bom gosto e o cafona.

marcelu

A coleção masculina de Marcelu Ferraz aposta no esportivo, com referências no boxe e no rugby. O vermelho, o amarelo e o cinza são as cores presentes nas peças que também ganham estampas de caveiras, como em tatuagens old-school. Muitos dos modelos, aliás, eram tatuados. O saruel apareceu de novo, com agasalhos de zíper com capuz, de aparência bem confortável. Bermudas, blusas e calças tem detalhes em ilhoses gigantes de metal prateado.

ptit

O P’tit encerrou a noite com muito bom gosto e art deco. Além da referência anos 20, o estilista Yves Saint Laurent também foi homenageado em uma coleção, que segundo os estilistas do coletivo, foi trabalhada como se “lapidassem um diamante”. Os vestidos tem construções interessantes, misturando moulage e modelagem plana. A tradicional mistura de tecidos, presente no trabalho da marca, com materiais encontrados em brechó se fez presente mais uma vez. Os paletós e saia-calças lembram bastante o trabalho de Saint Laurent, bem como os looks com pantalonas e camisa. A cartela de cores veio mais sóbria nesta estação, onde apareceu o preto, cinza, branco, azul anil e um rosa bem clarinho.

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