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Archive for the ‘cinema’ Category

O filme nem estreiou ainda no Brasil mas não aguentei esperar pra ver no cinema e baixei pra ver em casa no monitor de 17′ mesmo. Talvez dia 04 de fevereiro eu vá ao cinema para novamente ver Natalie Portman se equilibrar com a sapatilha de ponta, porque Cisne Negro merece ser assistido na telona.

Se você leu alguma coisa sobre o filme já deve saber da famosa cena entre Natalie e Mila Kunis (é, a Jackie de That 70’s Show). Tenho certeza que teve muita gente indo ao cinema só por esses míseros dois minutos da trama, pois segundo a própria Portman:

“Everyone was so worried about who was going to want to see this movie. I remember them being like, ‘How do you get guys to a ballet movie? How do you get girls to a thriller? The answer is a lesbian scene. Everyone wants to see that.”

Uma lástima reduzir a própria interpretação a um truque comercial tão bobo! Mas polêmicas a parte, eu não esperava nada diferente de Natalie além de ser bonita e atuar bem. Suponho que a cláusula “bom senso” e engajamento no movimento queer não conste no contrato de nenhum filme, aliás, é bem possível que em alguns casos sugira exatamente o contrário…

E se o assunto é boa atuação não se pode falar outra coisa que não seja o quanto ela mereceu o Globo de Ouro e merece sim concorrer (e quem sabe levar) o Oscar de melhor atriz. Apesar da curta participação adorei as aparições de Winona Ryder como bailarina veterana perturbada e Mila Kunis também agrada enquanto rival, representante do lado negro. Inclusive o site da Vogue UK publicou uma entrevista onde ela fala sobre o lado obscuro do balé: Black Swan

Passagens curtas, mas muito simbólicas do filme deixam isso muito claro, não só pela confusão mental da personagem principal, mas também nas pequenas menções aos transtornos alimentares (tão frequentes nesse meio e tão pouco abordados) e a busca incansável pela perfeição. Interessante é o que diz Thomas, vivido por Vicent Cassel, instrutor da escola de balé: “perfection is more than just getting every movement right; you have to let go“.

Outro tópico importante é como o diretor, Darren Aranofsky lida com a questão da infantilidade desse universo. Desde a relação de Nina com a mãe, passando pela decoração do apartamento, do quarto especialmente, até as atitudes das personagens como um todo, demonstram que o universo da bailarina é baseado numa conexão com a infância. Em parte por seus corpos que precisam demonstrar a leveza do corpo de uma criança, em parte porque crescer representaria o fim de uma carreira que é muito curta. E ao mesmo tempo é exigido da bailarina que seus movimentos sejam sedutores, que o corpo de menina dance como uma mulher. É bem semelhante ao que acontece na moda com as modelos.

O próprio figurino de Black Swan é a prova da presença do balé na moda e a moda no balé. As roupas são criação da Rodarte, embora nos créditos apareça apenas o nome de Amy Scott, como comenta a Vogue: Creditworth.

Nenhuma surpresa, portanto, que tutus, sapatilhas e rendas estejam se apresentando como tendência ultimamente. A Vogue Russa escolheu o assunto como tema de um editorial de moda, fotografado por Jason Schmidt, que encontrei no blog da Lidy Araújo: Bailarina

Vamos esperar pra ver o que vem por aí na São Paulo Fashion Week, que começa amanhã, mas também aposto no romantismo do balé como tendencinha forte pra o próximo inverno.

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Abutres

Fui assistir Abutres (Carancho, no original) ontem, filme argentino sobre um advogado nada ortodoxo e seu conturbado relacionamento com uma paramédica. Um atraso causado por uma carona mal sucedida me custou o curta exibido antes da película e alguns minutos do começo, mas conclui que o timing foi perfeito. A parte chata foi convencer a atendente do Unibanco Arteplex a atrasar o relógio do computador pra me vender o ingresso, mas nada que um pouco de simpatia não tenha resolvido.

A história começa com a explicação de que na Argentina existe uma máfia que se beneficia das indenizações pagas às vítimas de acidentes de carro, ao desviar parte do dinheiro no processo (isso sem falar nos acidentes armados propositalmente). Sosa (Ricardo Darín) é um advogado especialista em acidentes de trânsito que trabalha para essa máfia um pouco a contra gosto, mas continua no esquema por pressão do chefe e colegas a base de muita chantagem. Luján (Martina Gusman) é uma paramédica com problemas para dormir, viciada em analgésicos. O casal se conhece num dos acidentes negociados pela “Fundação”, empresa de advocacia um tanto corrupta, onde ele trabalha.

Apesar do extenso currículo de fraudes e desvios, Sosa quer sair do escritório fraudulento e se aproxima de Luján com a famosa conversa de “vou mudar”. Dá para imaginar os conflitos possíveis, já que os demais envolvidos no processo não ficam nem um pouco satisfeitos com a crise de consciência do colega.

Algumas coisas são um pouco previsíveis, mas os textos são bons e a direção de Pablo Trapero convence bem. Tem uma câmera trêmula em alguns momentos que não curti, mas não chega a prejudicar. E se teve quem gostou de Irreversível, com certeza haverão os defensores do enquadramento “bêbada com salto quebrado voltando pra casa de manhã”.

No entanto, várias pessoas saíram no meio do filme e isso eu realmente não entendi. Talvez fosse um público caído de paraquedas que esperava um super suspense, uma fotografia menos escura, uma história menos trágica… Achei tudo na medida. É realmente pouco recomendado pra quem vai ao cinema na expectativa de romance com a companhia na poltrona ao lado, mas uma excelente pedida pra assistir com amig@s ou familiares*.

*aliás, meu muito obrigada pra Leca que chegou na hora e me contou a parte do começo que eu perdi!

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Essa semana fui assistir Where the wild things are, o filme do Spike Jonze do qual eu já tinha ouvido a trilha e visto trailer, mas levou uma década para estreiar em circuito nacional. Sai do trabalho e fui direto pro cinema com a certeza de que assistiria um filme bonitinho, de censura 10 anos, ou seja: feito para crianças. Ingenuidade minha, porque já nos primeiros 10 minutos do filme fui tomada por uma angústia absurda.

A fotografia é bonita, é a história é interessante, mas não tem nada de infantil, acho que o pessoal se perdeu na classificação etária. Eu pelo menos não vejo nada de ingênuo e bonitinho numa história que começa com uma criança fugindo de casa porque não ganha atenção suficiente da mãe nem da irmã e se vê extremamente solitário. E o mundo de fantasia criado por Max, personagem principal, é igualmente triste e cheio de conflitos. Por mais que uma criança não tenha maturidade para entender os dramas presentes com mais profundidade, a sensação de melancolia é constante. Já imaginou um mundo os até os monstros tem questões psicanalíticas a serem trabalhadas? É meio por aí.

Gostei, tá classificado na categoria recomendo aqui do blog, mas gostaria de ter ido com o ânimo um pouco mais preparado. Teria evitado lágrimas e soluços de choro ao final da sessão.

Ah, e no inverno já sei o que vestir pra me aquecer: a roupinha do Max é muito fofa e pretendo confeccionar uma versão casaco dela. Se ficar bom posto aqui o resultado.

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Whip it!

Fim de semana passado assisti Whip it!, filme de estréia da Drew Barrymore como diretora. Eu tava muito curiosa pra ver esse filme desde que foi anunciado e propagandeado a torto e a direito, especialmente em revistas de moda.

Infelizmente minha expectativa foi maior do que o filme de fato tem pra apresentar. Não que seja ruim, na verdade é bonitinho e tem uma boa trilha (bem indie, por sinal). Mas nem o talento de Elle Page e Juliette Lewis, na trama uma espécie de rivais, foi capaz de reverter o principal problema do filme: a história é fraca e mal desenvolvida. Barrymore até dirigiu direitinho o elenco, mas o enredo todo deixava a desejar. O filme não tem climax e gira em torno da personagem de Page apenas, sem tramas paralelas, o que torna as coisas um pouco tediosas.

No entanto, quem esperava um figurino foda, não se decepcionará. E se vale pra alguma coisa, gostei do final, por não cair no completo óbvio e da historinha de amor que termina sem um casal apaixonado prometendo amor eterno. De resto, dá vontade de colocar um par de patins nos pés e sair por aí. Saudades dos meus rollers…

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Boh, como quero ver. Faltou o Hole na trilha, já que o nome do filme é nome de música da banda e Diablo Cody andou se rasgando em elogios pra Courtney por aí. Será que tem e não consta nos créditos do trailer?

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Essa semana inviabilizou uma porção de coisas, entre elas que eu atualizasse o Fergoland. Sempre fico triste quando isso acontece, dá uma sensação de abandono.

Pra me alegrar e alegrar os que eventualmente leem o que eu escrevo, o trailer de Whatever Works, filme novo do meu cineasta favorito: Woody Allen.

Se o Woody lesse o que eu vou escrever ele me criticaria, mas como a probabilidade de ele ler, meu blog, em português, é bem remota, vou escrever mesmo assim: o Larry David faz o papel dele. Grande novidade, eu sei, bastava ver o trailer pra constatar isso. Eu particularmente preferia ele mesmo atuando, mas tá, tá, tá, já li várias entrevistas dele e sei que ele não quer mais atuar. Me contento com os roteiros e filmes então.

Estréia dia 19, anotando aqui pra não esquecer de baixar.,

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Winona is back!

winona

Nota mental: comprar a Elle norte-americana de julho.

Trecho da entrevista:

I had just done Dracula and Edward Scissorhands. I had just had my first real break-up, the first heartbreak. And I think it was really ironic because, like, everybody else just thought I had everything in the world, you know, I had no reason to be depressed, everything was sort of at its peak, but inside I was completely lost.

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